AMIGA
Não posso ignorar nossos dias. Essa escora que fomos um para o outro. Não posso simplesmente esquecer essa amizade que nos fez e faz suportar os átimos de absurdidade que às vezes a vida assume. Não posso olvidar-te, amiga. Não haveria no mundo amnésia tão forte.
Há entre nós a amálgama das almas que se encontram, se curtem, se respeitam e se admiram. Eu, do jeito que sou, e você me aceitando, rindo pra mim. Você, assim como é, e eu te adorando, querendo ficar mais um pouco.
Estamos longe agora, mas a distância não é tão forte quanto essa sensação boa, refrigerante, que me toma ao lembrar de você, de sua voz ou mesmo de sua presença silenciada.
Não pense que essa relação que nos une passa despercebida aos olhos alheios. Os que não nos imaginam namorados sentem no ar que há algo mais entre esse par de amigos-irmãos.
É, Lu, que coisa louca, boa estranha, essa de nos tornarmos tão íntimos quando ambos somos tão reservados. Ainda fico a me perguntar quem começou com esse jogo de mostra-o-que-é, se eu ou você, mas o fato que ainda estamos brincando.
Há os nossos dias na nossa história. Nossas tardes e noites de fim de semana. Há nossos passeios insólitos e nossas conversas de temática hippie-filosófica.
Eu te amo porque você me entende. E eu te entendo. E isso está perto da perfeição.

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BRASIL, Nordeste, Homem, de 20 a 25 anos

 
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